Programas do governo incentivam a modernização de escolas e
melhoria do ensino.
A tecnologia e a inclusão digital
tornaram-se ferramentas essenciais no ensino brasileiro. Nas
escolas particulares, municipais e na rede pública estão sendo
adotados projetos de inclusão digital. A ajuda privada é
direcionada para o ensino particular, enquanto a prefeitura é
responsável por municipais e as estaduais ficam com o governo
federal.
Projetos como Escola Cidadã e Proinfo
(Programa Nacional de Informação Continuada em Tecnologia
Educacional) trazem para as escolas estaduais instalação de
laboratórios de informática, portal educacional, projetos
pedagógicos multimídia, melhorias no processo ensino-aprendizagem e
capacitação de professores.. Com o objetivo de atingir 80% dos
alunos da rede pública, o projeto teve início em 5 de maio deste
ano na região metropolitana de Belo Horizonte com previsão de,
juntamente com o Ministério das Comunicações e o governo de Minas
Gerais, atingir 40 mil alunos de mais de 174 escolas mineiras. O
Triângulo Mineiro foi beneficiado no mês de junho deste
ano.
Os espaços destinados ao uso da tecnologia
são chamados de Telecentros. Para que uma escola possa receber o
kit telecentro são necessários 48 metros quadrados compostos de: um
servidor de informática; 10 computadores; uma central de
monitoramento com câmera de vídeo de segurança; um roteador
wireless; 11 estabilizadores; uma impressora a laser; um projeto
miltimídia (datashow); 21 cadeiras; uma mesa do professor; uma mesa
para impressora; um armário baixo.
A
Escola Estadual Professora Corina de Oliveira, em Uberaba, recebeu
este benefício, que acrescentou ainda mais a todo o seu suporte de
tecnologia. A diretora Marilângela de Oliveira Silva Melo conta
para o Revelação que o aprendizado se tornou mais interessante e
versátil, com novos campos para explorar e chamar a atenção dos
alunos. “Toda a tecnologia que tem hoje em dia na escola
serviu para dinamizar as aulas, para maior compreensão da matéria.
Tudo isso chama a atenção dos alunos, pois é a linguagem deles,
fazendo com que o interesse seja maior e mais constante, sem contar
que os professores podem observar mais as habilidades dos alunos
que só podem ser vistas através do uso da tecnologia”, afirma
Marilângela. Ela continua, dizendo que o laboratório de informática
ainda não é usado como sala de aula, mas que a ajuda do governo é
aguardada para ampliar o laboratório e receber salas inteiras. Os
professores utilizam recursos alternativos como o datashow no
anfiteatro da escola com internet 24 horas e têm à sua disposição
vários sons estéreos, gravadores digitais, mp4, retroprojetores e
outros mais. A diretora fala com orgulho sobre a rádio da escola,
totalmente digitalizada, comandada pelos alunos para desenvolverem
atividades como grade de programação, locução e montagem de
programas. Além da rádio, os alunos são responsáveis também pelo
site da escola na internet.
Em colégios particulares a inclusão digital
chegou mais cedo e faz parte do dia-a-dia dos alunos. Antônio
Carlos Gomes, diretor do Colégio Marista Diocesano de Uberaba, diz
que o colégio tem computadores, pelo menos na administração da
escola, desde 1991, e que atualmente conta um espaço chamado de
Multimeios para 120 pessoas, que pode ser utilizado por
professores, alunos e funcionários que desejam fazer conferências
com qualquer parte do Brasil. A sala de informática, com 25
computadores, é usada freqüentemente pelos alunos do maternal até o
último ano do ensino médio. Antônio Carlos tem a mesma opinião que
a diretora Marilângela. Ele diz que a inclusão digital é
importante, “melhora porque, em primeiro lugar, facilita a
comunicação; em segundo, porque, para pesquisas, é um instrumento
de rapidez nas mensagens, um mundo de resposta imediata. Uma forma
de melhorar a qualidade do ensino, de melhor visualizar e entender
os fenômenos que nas aulas em laboratórios de física, química, ou
biologia são perigosos demais para se fazer ao vivo. É interessante
para eles saírem um pouco dos livros e apostilas, pois o mundo dos
alunos é virtual, e ele oferece mais possibilidades”,
conclui.
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